Estudios

Estudios

En esta sección podrán consultar algunos de los informes y estudios desarrollados por el equipo del proyecto.

Os Predadores Naturais da Vespa-Asiática (Vespa velutina) e a Contribuição do Abelharuco (Merops apiaster) para o seu Controlo

No âmbito do projeto Atlantic positive, foi publicado pela equipa do INIAV na revista Silva Lusitana, o artigo que se divulga: “Os Predadores Naturais da Vespa-Asiática (Vespa velutina) e a Contribuição do Abelharuco (Merops apiaster) para o seu Controlo” disponível em https://silva-lusitana.edpsciences.org/articles/silu/abs/2022/01/silu2022301p1/silu2022301p1.html​ Neste artigo faz-se uma revisão dos predadores vertebrados naturais da Vespa-asiática (Vespa velutina) na Europa e em Portugal em particular, enumerando aqueles para os quais já existem observações comprovadas e aqueles que, por se alimentarem da Vespa-europeia (Vespa crabro), mesmo que irregularmente, podem ser considerados consumidores potenciais da primeira.

Sumário. Neste artigo fazemos uma revisão dos predadores vertebrados naturais da Vespa-asiática (Vespa velutina) na Europa e em Portugal em particular, enumerando aqueles para os quais já existem observações comprovadas e aqueles que, por se alimentarem da Vespa-europeia (Vespa crabro), mesmo que irregularmente, podem ser considerados consumidores potenciais da primeira. Damos particular atenção ao Vespeiro (Pernis apivorus) e ao Abelharuco (Merops apiaster), por serem potencialmente os predadores vertebrados mais importantes da Vespa-asiática, seja porque são especialistas em insectos da subordem Apocrita - que inclui as vespas, abelhas e formigas -, seja porque para eles existe considerável informação sobre a sua ecologia trófica. Fruto de um estudo realizado em 2021, os resultados confirmam que o Abelharuco captura Vespa-asiática, mas desconhecemos ainda quão importante é este consumo. Embora a Abelha- uropeia (Apis mellifera) seja a espécie mais frequente nos restos de presas colhidos, a dieta desta ave aparenta ser diversa.
Palavras-chave: Vespa velutina; Merops apiaster; predação; controlo biológico; apicultura.

Descargar archivo
A VESPA-ASIÁTICA, VESPA VELUTINA, ESPÉCIE EXÓTICA E INVASORA EM PORTUGAL

Um dos desafios atuais da humanidade consiste no controlo sustentável de espécies com comportamento invasor (Figura 1) e assim proteger a biodiversidade. Vespa velutina Lepeletier, 1836 (Hymenoptera: Vespidae) é uma vespa originária da Ásia continental, relatada pela primeira vez no sudoeste da França em 2004 e que, ao longo de cerca de 10 anos, colonizou toda a Europa. Em Portugal, após deteção em 2011[1], V. velutina dispersou-se rapidamente pela zona litoral norte, encontrando-se atualmente também na zona centro (Figura 2). Esta área extensa e o rápido alastramento mostra a adaptabilidade alarmante da espécie tanto para áreas rurais quanto urbanas. O Regulamento de Implementação da Comissão (UE) 2016/1141 de 13 de julho de 2016 incluiu a V. velutinana lista de espécies exóticas invasoras para a União Europeia e prescreveu planos nacionais de vigilância obrigatórios e estratégias de contenção para limitar a sua disseminação.

Em Portugal, em 2015, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) com a colaboração do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), desenvolveram e implementaram o Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal. Atualizado em 2017 pela Comissão de Acompanhamento para a Vigilância, Prevenção e Controlo da Vespa velutina (CVV) (Despacho n.º 8813/2017), este plano advoga que é fundamental alargar o conhecimento sobre os seus parâmetros biológicos, ecológicos e impacto na agricultura e na paisagem. Do trabalho desta comissão, três manuais foram publicados: pela Federação Nacional de Apicultores de Portugal (FNAP), os Manuais de “Boas Práticas na destruição de ninhos de Vespa velutina” (2018) e “Boas Práticas no combate a Vespa velutina – Captura de Vespa velutina com armadilhas” (2020), e, pelo INIAV, as “Bases para a Vigilância Ativa” (2018).

Não obstante todas as estratégias que têm sido desenvolvidas e implementadas, as ferramentas existentes para combater esta praga manifestam-se insuficientes[2] e com assinalável impacto na entomofauna nativa[3, 4]. Campanhas de captura de V. velutinacom armadilhas alimentares não especi‑ficas são aplicadas massivamente, muitas vezes sem o devido controlo[3], resultando em efeitos adversos sobre a biodiversidade. Frequentemente, para cada V. velutinacapturada, várias centenas de indivíduos de outras espécies são apanhados desnecessariamente[5, 6, 7]. Além disso, estão a ser utilizados métodos de destruição de ninhos com libertação de biocidas no ambiente, representando uma ameaça à segurança e saúde de animais e humanos[8, 9]. Como resultado, a invasão continua a ameaçar não só o património natural em sistemas agroflorestais, mas também áreas com estatuto de proteção especial como Parques Naturais e áreas Natura 2000[10].

Descargar archivo
Method for Nest Detection of the Yellow-Legged Hornet in High Density Areas

The Asian hornet Vespa velutina is a social predator that has invaded several countries of Europe and Asia, impacting pollinators, apiculture and human health. One of the few effective controlmethods developed so far is the early destruction of nests. However, they are often built within dense vegetation, being difficult to detect. The aim of the method described here is to detect nests with a simple procedure, utilizing readily available materials, for widespread use in infested areas. The method has two phases, the first phase involves capturing and marking hornets, lured to a protein bait, and recording the flight directions of individuals to the nest and the time needed to complete a bait-nest-bait round trip, to estimate the distance. Collecting this information from two (or more) bait stations allows to delineate the approximate location of the nest. The second phase aims to determine the precise location of the nest, using sugary baits in the vicinity of the nest and conspicuous marks attached to the released hornets, to visually follow them up to their nest. This method is an alternative to other methods that are either ineffective in areas with high nest density or require expensive equipment and specialized training.

Descargar archivo
Video "Assessing the invasion risk of Vespa velutina in Europe (Atlantic-Positive, Interreg)" (WP7)

Brief explanation about main aims of University of Santiago de Compostela research group within the Atlantic-POSitiVE project (Interreg 2019-2022). This video is inserted in the WP7 training activities, activities 2 and 3.

Watch the video here

Descargar archivo
Vídeo "Impacto económico da Vespa velutina na apicultura"| Economic impact of Vespa velutina on beekeeping (WP7)

This video describes the work of the University of Santiago de Compostela research team in the field of WP7 training activities (activities 2 and 3).

Watch the video here

Descargar archivo
Article: "Assessment of the In Vivo and In Vitro Release of Chemical Compounds from Vespa velutina"

Vespa velutina has been rapidly expanding throughout Galicia since 2012. It is causing human health risks and well-known losses in the beekeeping sector. Control methods are scarce, unspecific, and ineffective. Semiochemicals are insect-derived chemicals that play a role in communication and they could be used an integrated pest management tool alternative to conventional pesticides. A previous determination of the organic chemical profile should be the first step in the study of these semiochemicals. HS-SPME in living individuals and the sting apparatus extraction followed by GC-MS spectrometry were combined to extract a possible profile of these compounds in 43 hornets from Galicia. The identified compounds were hydrocarbons, ketones, terpenes, and fatty acid, and fatty acid esters. Nonanal aldehyde appeared in important concentrations in living individuals. While pentadecane, 8-hexyl- and ethyl oleate were mainly extracted from the venom apparatus. Ketones 2-nonanone, 2-undecanone and 7-nonen-2-one, 4,8-dimethyl- were identified by both procedures, as was 1,7-Nonadiene, 4,8-dimethyl-. Some compounds were detected for the first time in V. velutina such as naphthalene, 1,6-dimethyl-4-(1-methylethyl). The chemical profile by caste was also characterized.

Descargar archivo